A doença do refluxo gastroesofágico é crônica ou temporária?

25/10/2018 • Artigo por

A doença do refluxo gastroesofágico é crônica ou temporária?

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma problema que afeta o tubo digestivo e pode trazer inúmeras complicações. O refluxo acontece porque os ácidos presentes no estômago voltam pelo esôfago, ao invés de completarem o processo digestivo natural. Como o suco gástrico que retorna ao esôfago é ácido, isso provoca a sensação de azia, principal sintoma do refluxo. O agravamento desse processo pode acarretar o desenvolvimento da doença do refluxo gastroesofágico.

Como essa condição gera mal-estar, quem sofre da doença do refluxo gastroesofágico precisa saber mais sobre a doença para buscar a melhor forma de administrá-la. Continue a leitura para reconhecer a diferença entre a DRGE e um refluxo comum, e para conhecer mais sobre seus sintomas, tratamentos e possíveis complicações se não tratada.

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A Doença do Refluxo Gastroesofágico é crônica ou temporária?

O refluxo gastroesofágico é uma condição bastante frequente e apresenta caráter temporário, já que é possível controlá-lo através de algumas medidas simples. Alimentação balanceada, controle de peso e a não ingestão de bebidas alcoólicas são medidas eficazes na amenização dos sintomas. Da mesma forma, recomenda-se a realização de várias pequenas refeições diárias e a restrição alimentar, quando estiver próximo ao momento de dormir (cerca de três horas antes).

Já a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) possui caráter crônico, de maior gravidade e longa duração. O refluxo gastroesofágico, se negligenciado, pode facilmente evoluir para a DRGE. Da mesma maneira, caso a DRGE não seja tratada corretamente, é possível que possa acarretar problemas ainda mais graves.

A DRGE acontece quando o esfíncter inferior do esôfago se relaxa mais do que o normal, permitindo que o conteúdo estomacal volte para o esôfago. A hérnia de hiato também pode levar ao DRGE, já que o ácido do estômago pode subir através da abertura resultante (muito embora essa condição seja quase sempre assintomática). Obesidade, gravidez, tabagismo e alguns medicamentos também são fatores para o desenvolvimento de DRGE.

Sintomas

Embora o principal sintoma da DRGE seja a azia frequente, alguns sinais também podem indicar o quadro da doença do refluxo gastroesofágico. São elas:

  • Tosse seca;
  • asma e pneumonia;
  • vômitos;
  • náuseas;
  • mau hálito;
  • erosões dentárias;
  • dor de garganta, laringite ou rouquidão;
  • dor na região peitoral ou na parte superior do abdômen;
  • dificuldade para engolir;
  • sibilos.

As primeiras recomendações para o tratamento são as mudanças no estilo de vida alimentar e prescrição medicamentosa. Embora não existam exames específicos para o diagnóstico da DRGE, alguns deles podem reconhecer a doença. Seriografia de esôfago, estômago e duodeno (EED); Endoscopia Digestiva Alta (EDA) e Manometria esofágica são os mais eficazes para analisar a presença da DRGE.

Tratamento

O tratamento da doença do refluxo gastrointestinal vai depender da gravidade dos sintomas apresentados. Alterações no estilo de vida são fundamentais para reverter o quadro. Perda de peso; roupas confortáveis; não se deitar após as refeições e elevar a cabeceira da cama em 20 centímetros são recomendações básicas para amenizar o quadro.

Alguns medicamentos também podem aliviar temporariamente os sintomas, como antiácidos, que amenizam a azia e outros incômodos. Os bloqueadores H2 também são úteis no tratamento, proporcionando alívio temporário e cicatrizando lesões do esôfago que podem ter surgido segundo a doença. Outra saída são os inibidores da bomba de prótons (IBPs), que curam a inflamação do esôfago ao mesmo tempo em que aliviam os sintomas.

O procedimento cirúrgico é indicado quando os medicamentos não surtem efeito no reparo da doença. Caso a DRGE seja consequência de uma anormalidade física ou se os sintomas levem o paciente à problemas mais severos, a cirurgia também é aconselhada.

É possível reparar a DRGE cirurgicamente de duas maneiras: fundoplicatura e técnicas endoscópicas. A fundoplicatura é o tratamento cirúrgico padrão realizado por meio de uma operação que costura a parte superior do estômago ao redor do esôfago, aumentando a pressão na extremidade inferior do esôfago, o que diminui o refluxo. Já as técnicas endoscópicas, como a sutura endoscópica e a radiofrequência, são executadas sob anestesia geral, em procedimentos que apertam os músculos do esfíncter, acalmando o refluxo.

Complicações possíveis da DRGE

A DRGE não tratada pode causar sérias complicações. Por isso, é importante estar atento e consultar regularmente o seu médico. Algumas adversidades decorrentes da DRGE são:

  • esofagite – irritação do esôfago pelo ácido refluído do estômago que danifica o seu revestimento e causa sangramento ou úlceras. Os adultos que têm esofagite crônica, durante muitos anos, são mais propensos a desenvolver alterações pré-cancerosas do esôfago;
  • estenoses (estreitamentos) que levam a dificuldades de deglutição;
  • Broncoespasmo: irritabilidade e espasmo das vias respiratórias, em decorrência do suco gástrico;
  • úlcera esofágica;
  • problemas dentais;
  • tosse ou rouquidão crônica;
  • esôfago de Barrett, uma condição em que o tecido que reveste o esôfago é substituído por tecido semelhante ao revestimento do intestino. Um pequeno número de pessoas com esôfago de Barrett desenvolve um tipo raro de câncer do esôfago.

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