É possível medir o nível da acidez estomacal?

17/10/2018 • Artigo por

É possível medir o nível da acidez estomacal?

É possível que alguns fatores interfiram na acidez estomacal. A ingestão de alguns alimentos condimentados e gordurosos, assim como bebidas alcoólicas e o hábito de fumar podem agredir diretamente o estômago.

Situações de nervosismo e estresse também alteram o pH natural do órgão. Em contextos de tensões, o sistema nervoso é acionado e estimula a produção de ácido clorídrico, o que acaba tornando o suco gástrico ainda mais ácido, agredindo o bom funcionamento do estômago.

É possível que todas essas situações progrida para crises estomacais, como gastrite e úlcera. Por isso, é muito importante estar atento à acidez estomacal e ao consequente controle do pH do estômago, a fim de evitar complicações mais severas.

Mas quando a acidez estomacal é considerada normal?
Chamamos de pH a escala que determina a acidez e a alcalinidade. A medição varia de 0 a 14, onde 0 é o ápice da acidez e 14 o ápice da alcalinidade. O pH da água, por exemplo, é neutro, pois encontra-se exatamente ao meio, de valor igual a 7. O suco gástrico, por sua vez, é composto por água, ácido clorídrico e enzimas digestivas e o seu pH, quando em normalidade, varia entre 1,5 e 2.

Exame para medir o pH esofágico
Uma maneira muito eficiente para medir o pH estomacal é o exame pH-metria esofágica. Assim, é possível que o médico especialista verifique o melhor tratamento para o resultado, a partir do exame. O teste de pH mede a frequência em que o fluxo ácido do estômago permeia o esôfago. O procedimento mede a intensidade por 24 horas.

É possível que o exame seja solicitado a partir de alguns sintomas que se iniciam no esôfago, como azia, dificuldade para engolir e dor no tórax. Da mesma forma, a medida do pH pode ser fundamental no diagnóstico final.

Verifique o nível de acidez dos alimentos

Para manter um pH neutro no sangue, a recomendação médica é que o organismo absorva 40% de alimentos ácidos e 60% de alimentos alcalinos. No caso de um quadro de gastrite, a indicação é uma média de 4 porções de alimentos alcalinos para uma porção de alimentos ácidos.

Os alimentos pouco ácidos ou alcalinos possuem pH maior que 4,5. Alguns deles são: brócolis, couve-flor, alface, cebola vermelha, peixe, manteiga, milho, feijão, queijo e ovos. Os alimentos ácidos possuem pH entre 4 e 4,5; como exemplo: beterraba, tomate, uva verde, uva roxa, cerveja e pimentão vermelho. Já os alimentos ácidos, possuem pH menor que 4: pepino, limão, azeitona verde, vinagre, refrigerante, picles e pimenta.

Dicas para controlar a acidez estomacal

  • Se alimentar várias vezes ao dia, em pequenas quantidades: trabalha uniformemente o estômago, a medida em que o ácido processa alimentos frequentemente e não permanece muito tempo estático;
  • parar com o tabagismo: o ato de fumar aumenta a secreção de ácido e diminue as defesas naturais das células do estômago contra a presença do ácido facilitando as inflamações na mucosa do estômago;
  • não fazer grandes refeições: já que uma grande quantidade de alimento retarda o processamento da comida e estimula a produção de ácido;
  • evitar o jejum: ficar longos períodos sem se alimentar deixa o suco gástrico parado, o que leva o estômago a estar mais suscetível às inflamações;
  • abster-se de produtos que estimulam a acidez excessiva: café, chocolate, vinagre, frutas, frituras, refrigerantes e sucos cítricos;

É fundamental que o acompanhamento médico seja frequente. Caso queira se informar mais sobre a saúde gástrica, acompanhe as informações dos conteúdos dispostos no Facebook e Instagram ou agende uma consulta.